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terça-feira, 29 de maio de 2012

John Ford - O Grande Combate (Cheyenne Autumn) - 1964

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Enviado por  em 06/01/2012
Nenhuma descrição disponível.


Cheyenne Autumn is a 1964 western starring Richard Widmark, Carroll Baker, James Stewart, andEdward G. Robinson. Regarded as an epic film it tells the story of a factual event, the Northern Cheyenne Exodus of 1878-9, although it is told in 'Hollywood style' using a great degree of artistic license. The film was the last western to be directed by John Ford, who proclaimed it an elegy for the Native Americans who had been abused by the U.S. government and misinterpreted by many of the director's own films. With a budget of more than $4,000,000 the film was relatively unsuccessful at the box office, failing to earn a profit for its distributor, Warner Bros.
Cheyenne Autumn was photographed in Super Panavision 70 by William H. Clothier, whose work was nominated for an Academy Award. Gilbert Roland earned a Golden Globe Award nomination for Best Supporting Actor.
The original version was 158 minutes, Ford's longest work. Warner Brothers later decided to edit the "Dodge City" sequence out of the film, reducing the running time to 145 minutes, although it was shown in theatres during the film's initial release. This sequence features James Stewart as Wyatt Earp, and Arthur Kennedy as Doc Holliday. Some critics have argued that this comic episode, mostly unrelated to the rest of an otherwise serious movie, breaks the flow of the story[1]. It was later restored for the VHS and subsequent DVD releases.
Much of the film was shot in Monument Valley Tribal Park on the Arizona-Utah border, where Ford had filmed scenes for many of his earlier films, especially Stagecoach and The Searchers. Although the principal tribal leaders were played by Ricardo Montalban and Gilbert Roland (as well as Dolores del Ríoand Sal Mineo in major roles), Ford again utilized numerous members of the Navajo tribe in this production.

Interrogé par Peter Bogdanovich sur le fait que les Indiens possédaient dans son œuvre une dignité rare, John Ford répondit:
« C'est sans doute une réaction inconsciente, mais c'est en effet un peuple très digne - même lorsqu'il a été battu. Naturellement, ce n'est pas très populaire aux États-Unis. Le public aime voir les Indiens se faire tuer. Il ne les considère pas comme des êtres humains, possédant une profonde culture, différente des nôtres. Si vous regardez les choses en détail, vous découvrirez pourtant que leur religion ressemble en de nombreux points à la nôtre. »1

Il s'agit du dernier western réalisé par John Ford. Montrant les Indiens sous un jour favorable et compatissant, il s'inscrit dans le contexte de la renaissance de l'identité indienne et du regain des revendications des différents Native Americans dans les années 1960 et 1970. (Wikipedia)



Crepúsculo de Uma Raça Poster----.--------


O grande combate/Cheyenne autumn (EUA, 1964, cor/2.20:1, 154m, *****, Canal Hollywood, 14h00).

Foi em 1939. Nesse ano de todos os prodígios (1), o western ganhou carta de nobreza. Pela mão de John Ford. Depois de "Cavalgada heróica/Stagecoach", o cinema jamais foi como antes. Cowboys, pistoleiros, canalhas sem lei nem grei, jogadores de póquer, Wyatt Earp e Doc Holliday na elegância do "Stetson" preto a direito na cabeça, índios sedentos de escalpes, donzelas em perigo, cavalgadas pelas pradarias, bangs e silvos de flechas, o 7º de Cavalaria, carruagens sulcando a erva alta, diligências em fuga,saloons e assaltos a bancos, prostitutas de voz rouca e coração de ouro, cavaleiros solitários que se diluem no horizonte ao pôr-do-Sol, ele e ela nacharrete rumo à felicidade, John Wayne e Gary Cooper, Henry Fonda e James Stewart, foram passando do celulóide para os nossos corações, de simples imagens para matrizes fundadoras de imaginários diversos, de "factos" para lendas. Como muito tempo depois iria dizer Ford, nesse canto do cisne que é “O homem que matou Liberty Valance”: «When the legend becomes fact, prints the legend».

O filme de hoje é, quase, a negação de tudo isto. O sopro épico que Ford imprimia aos seus westerns dá lugar a uma desilusão profunda, o lirismo desencanta-se em penoso sofrimento, os heróis morreram e somente as damas conservam pitadas de inocência. Após quase 30 anos a matar peles-vermelhas, John Ford assina aqui um monumental desagravo à nação índia, nesta história do último combate possível: a fuga dos Cheyenne das reservas, numa jornada longa de 1500 quilómetros para uma morte digna na terra dos seus antepassados. Dos milhares que partiram, somente umas poucas dezenas pisam solo sagrado. Os outros, os afortunados, tombaram de fome e frio ao lado dos bisontes esfacelados ou abatidos pela insanidade de um major roído pela burocracia e pelo ódio.



http://aventurasemmimii.blogspot.pt/2005/11/o-filme-do-dia-o-grande-combate.html

posted by Jorge Vargas | Quinta-feira, Novembro 17, 2005

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Carta do Chefe Seattle ao presidente dos Estados Unidos


Em 1854, o presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Pierce, enviou uma carta ao cacique, Noah Sealth da tribo Duwamish, mais conhecido como Chefe Seattle, onde manifestava o interesse de adquirir a terra onde viviam aqueles índios.
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Essa foi a resposta do Chefe Seattle:
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"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
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Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir.Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.

Onde está o arvoredo? Desapareceu.
Onde está a águia? Desapareceu.
É o final da vida e o início da sobrevivência."

O nome da cidade de Seattle é em honra desse grande chefe, que acabou eternizado, como um exemplo de amor e respeito ao meio ambiente. Nada mais atual.

Abraços!!
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.http://olharglobal.blogspot.com/2007/12/carta-do-chefe-seattle-ao-presidente.html